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Blog da Guaranita

Re-Moda: Como as novas gerações resignificaram o uso de peças de segunda mão

13 de novembro de 2019

Não faz muito tempo que o hábito de comprar peças de segunda mão era uma prática que visava apenas a economia. Coisa de quem, por diferentes razões, não tinha acesso aos produtos novos, vendidos no varejo de moda tradicional.

Isso está mudando. A onda do consumo consciente vem contagiando as novas gerações não apenas pela economia, mas pela possibilidade de diminuir o impacto sobre o ambiente. Afinal, consumir uma peça que já existe não requer novos custos de produção. Além disso, evita-se que mais e mais roupas em bom estado de conservação parem no lixo, aumentando a poluição que já chegou a níveis alarmantes no planeta.

Somente no Brasil, estima-se que 170 mil toneladas de resíduos têxteis são descartados, por ano. Quase 85% desse material vai parar nos aterros sanitários.

De acordo com o portal Modefica, o mercado de segunda mão está em crescimento. O mais recente relatório de inteligência do Sebrae Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, divulgado em fevereiro, revela que 10,8 mil micro e pequenas empresas comercializavam produtos usados em 2013. No ano de 2015, esse número aumentou para 13,2 mil negócios, o que representa um crescimento de 22,2%. No caso de artigos de moda, o número de brechós teve um crescimento de 210% de 2010 a 2015.

Outro estudo, realizado pelo e-commerce ThredUp comprova a tendência: até 2028, o mercado de roupas usadas nos EUA valerá US$ 64 bilhões. Para se ter uma ideia, o mercado de fast fashion chegará aos US$ 44 bilhões.

Além do surgimento de mais e mais lojas especializadas em roupas e acessórios de segunda mão, algumas marcas tradicionais também começam a dar a sua contribuição para aumentar a vida útil de suas peças ou de seus resíduos têxteis. É o caso da Farm, que se uniu à designer Gabi Mazepa, do Re-Roupa, para criar novas peças a partir dos próprios resíduos. Roupas com pequenos defeitos, retalhos de corte e sobras de matéria-prima e aviamento foram garimpados para dar vida à coleção Re-Farm, Re-Roupa.

 


Crédito: Reprodução Instagram Adoro Farm
A Farm uniu-se à designer Gabi Mazepa, do Re-Roupa, para criar peças a partir dos próprios resíduos

 

 

Aliás, a sueca Re-Roupa foi além: iniciou uma campanha para recolher roupas usadas em suas lojas. Qualquer tipo de artigo têxtil é bem-vindo, diz a empresa – incluindo meias sem par e lençóis antigos. Essas peças são enviadas para a unidade de reciclagem mais próxima, onde são separadas manualmente e seguem para diferentes utilizações. Tecidos são reciclados, transformados em fibras têxteis, ou reaproveitados para a fabricação de materiais de isolamento ou amortecimento para a indústria automobilística. Para cada saco de peças, o consumidor recebe um voucher de desconto, que poderá usar na sua próxima compra.

 


Crédito: Reprodução Instagram h&m
Na H&M, qualquer tipo de artigo têxtil é bem-vindo para ser reaproveitado. E o consumidor ainda ganha descontos com isso.

 

Já a Patagonia, marca americana de vestuário esportivo, possui uma plataforma para vender peças de segunda mão da própria marca, a Wornwear. O projeto também tem uma versão itinerante, que, além de levar peças usadas para serem vendidas e reaproveitadas, também oferece o serviço de costura e remodelagem de suas peças.

 

“Manter as roupas (que seriam descartadas) em uso, por mais nove meses, pode reduzir as pegadas de carbono, água e resíduos relacionadas em 20 a 30%”, explica o texto do site da marca.

 

 


Crédito: Reprodução Instagram Worn Wear
A Wornwear ainda oferece o serviço de costura e remodelagem de peças.

 

No Brasil, já tem estilista famoso embarcando na tendência. É o caso de Alexandre Herchcovitch, que por meio do perfil @herchcovitchcloset está disponibilizando as próprias roupas para venda, no Instagram.

 


Crédito: Reprodução Instagram Herch Covitch Closet

O estilista Alexandre Herchcovitch abriu um brechó virtual para vender as roupas de seu próprio armário.

 

A grife Ahlma, do designer André Carvalhal (autor dos livros “A moda imita a vida” e “Moda com propósito”), criou um espaço permanente para roupas de segunda mão: o Brechó e Bazar, que fica no segundo piso da loja da marca no shopping Rio Sul (Rio de Janeiro). Lá, é possível encontrar tanto peças de coleções passadas da própria Ahlma como acervos de brechós convidados.

 


Crédito: Reprodução instagram Ahlma
No segundo andar da loja da grife Ahlma, no shopping Rio Sul, no Rio de Janeiro, há um brechó com peças de coleções passadas da marca.

 

Agora que você já viu como grandes marcas estão ressignificando o uso de peças de segunda mão, que tal recuperar aquela roupa esquecida no armário com os Corantes Guarany? Além de prático é rápido ainda é econômico! Encontre agora mesmo uma loja perto de você.

 

 


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